Um pai participativo, comprometido e amoroso influencia fortemente o desenvolvimento e o bem-estar de seus filhos, fazendo com que eles tenham melhor autoestima, melhor desempenho escolar e mais habilidades sociais.

Nos últimos anos, temos visto uma revolução na paternidade.

Observamos uma transição entre o modelo tradicional de cuidado paterno, mais centrado no provimento material e no modelo moral para uma paternidade preocupada com uma participação mais efetiva nos cuidados com as crianças.

Paternidade

Cada vez mais os homens têm se deslocado da função de apenas provedor, para exercer o papel de cuidado dos filhos, envolvendo-se em todos os aspectos da vida prática de bebês, crianças e adolescentes.

Ainda estamos em evolução, mas muito já caminhamos nesse sentido.

Esse movimento tem sido chamado de paternidade ativa.

Várias são as reflexões e reformulações a respeito da maneira como o pai cuida dos filhos, aspectos do cuidado que antes eram apenas das mães.

Aprofundando as reflexões sobre o tema, o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) elaborou um documento para estimular a paternidade ativa, um material importante para pais que desejam ser mais participativos.

Ser um pai ativo e participativo significa desenvolver uma relação afetuosa com seu filho, que vá além do provimento financeiro.

É participar dos cuidados diários, incluindo banho, escovação de dentes, alimentação e todas as múltiplas tarefas envolvidas no dia-a-dia de uma criança.

É estar atento e buscar proximidade física e emocional.

Também envolve compartilhar com a mãe tarefas e cuidados com o filho, mesmo que não vivam juntos, e tentar chegar a acordos sobre a criação da criança, evitando desgastes e incoerências.

Estar presente e inteirado sobre a vida escolar e saúde dos filhos. Incentivar e participar do seu desenvolvimento, através de brincadeiras, jogos, leituras.

Ou seja, uma paternidade integral, que abrange dos cuidados básicos ao envolvimento emocional e transmissão de valores.

Enfim, a paternidade ativa inclui participar verdadeiramente da vida da criança, o que é muito compensador para todos.

O relatório Situação da Paternidade no Mundo (State of the World’s Fathers, 2019) mostra que a divisão dos cuidados com as crianças beneficia grandemente os pais, com melhorias físicas e mentais.

Pais envolvidos nos cuidados com seus filhos dizem que essa é uma das mais importantes fontes de bem-estar e felicidade.

Nessa pesquisa, 85% dos pais em sete países afirmaram o desejo de estarem mais envolvidos nos cuidados com seus filhos, desde os primeiros meses de vida.

Porém, além da mudança de mentalidade dos pais, precisamos também de mudanças na legislação, para aumentar a licença paternidade, permitindo que os pais possam se envolver de forma mais integral dos cuidados com os bebês nos primeiros meses.

Paternidade

Da mesma forma, a sociedade como um todo precisa compreender que um pai também precisa participar de consultas, reuniões escolares e demais aspectos da vida do filho, o que envolve flexibilizações nas jornadas de trabalho pelo menos em alguns momentos.

E a divisão de tarefas domésticas faz parte desse conjunto, pois a divisão mais igualitária melhora as relações familiares e traz um impacto muito positivo para a educação das crianças.

A presença de um pai amoroso e envolvido com seus filhos gera impacto em toda a sociedade.

Ser um bom pai é uma tarefa grandiosa: envolve cuidar, amar, educar, ser referência, se esforçar para ser um bom modelo como ser humano. Envolve muito trabalho também, preocupações, noites em claro.

E muita diversão, daquele jeito especial que os pais sabem fazer.

Pais comprometidos com a vida e a felicidade de seus filhos fazem um mundo melhor.